Ondas de choque: quando podem ser indicadas?

Ondas de choque: quando podem ser indicadas para dores persistentes?

Uma dor que permanece por semanas, melhora por um período e depois volta ou continua limitando movimentos merece atenção. Em alguns quadros musculoesqueléticos persistentes, a terapia por ondas de choque pode fazer parte do tratamento.

Isso, porém, não significa que o recurso seja indicado automaticamente para toda dor ou lesão.

A decisão depende de uma avaliação individualizada, que considera o histórico do paciente, o tempo de sintomas, a resposta da região às cargas e movimentos, as limitações funcionais e os tratamentos já realizados.

O que é o tratamento por ondas de choque?

O tratamento por ondas de choque é um recurso não invasivo que utiliza ondas acústicas aplicadas sobre uma região específica do corpo.

Na área musculoesquelética, pode ser utilizado como parte do tratamento de determinadas condições persistentes, especialmente envolvendo tendões e fáscias. Estudos clínicos têm investigado seus efeitos em diferentes tendinopatias, incluindo quadros relacionados ao tendão de Aquiles, ombro, cotovelo e região plantar do pé.

O mais importante é compreender que as ondas de choque são um recurso dentro de um plano de tratamento, e não uma solução isolada para qualquer tipo de dor.

Quando as ondas de choque podem ser indicadas?

A indicação depende do diagnóstico e das características apresentadas durante a avaliação.

Entre as condições nas quais a terapia por ondas de choque pode ser considerada estão:

  • Fasciopatia plantar, frequentemente conhecida como fascite plantar;
  • Algumas tendinopatias do ombro;
  • Tendinopatia patelar;
  • Alguns casos de tendinopatia do tendão de Aquiles;
  • Determinadas condições envolvendo tendões do cotovelo;
  • Alguns quadros musculoesqueléticos persistentes.

A literatura científica aponta resultados favoráveis para redução da dor em determinadas tendinopatias, mas os resultados podem variar de acordo com a condição tratada, protocolo utilizado e características de cada paciente.

No caso da fasciopatia plantar persistente, por exemplo, a terapia por ondas de choque é uma das abordagens que podem ser consideradas dentro do manejo clínico.

Sentir dor há muito tempo significa que preciso de ondas de choque?

Não necessariamente.

O tempo de sintomas é apenas um dos aspectos avaliados pelo fisioterapeuta.

Duas pessoas podem sentir dor na mesma região e, ainda assim, apresentar necessidades completamente diferentes. Por isso, antes de definir a utilização das ondas de choque, é importante investigar fatores como:

→ Há quanto tempo a dor está presente?

→ Quais movimentos provocam os sintomas?

→ Como o tecido responde à carga?

→ O que já foi realizado anteriormente?

Ondas de choque substituem a fisioterapia?

Em muitos casos, não.

Quando indicadas, as ondas de choque podem ser integradas ao processo de reabilitação junto a outras estratégias definidas após avaliação.

Dependendo do quadro, o tratamento pode envolver exercícios terapêuticos, fortalecimento, recuperação de mobilidade, controle progressivo de carga e orientação para atividades da rotina ou prática esportiva.

O próprio planejamento terapêutico da Fisiologic parte de avaliação detalhada e condutas adaptadas às necessidades e objetivos de cada paciente.

Por isso, aplicar um recurso sem compreender o que está contribuindo para a persistência dos sintomas pode limitar os resultados do tratamento.

Como é feita a avaliação antes do tratamento?

Durante a avaliação, o fisioterapeuta busca compreender não apenas onde existe dor, mas também como aquela condição interfere no movimento e na funcionalidade.

A avaliação pode considerar:

  • Histórico e evolução dos sintomas;
  • Atividades que provocam ou aliviam o desconforto;
  • Mobilidade;
  • Força;
  • Tolerância à carga;
  • Movimentos relacionados à rotina ou ao esporte;
  • Tratamentos realizados anteriormente;
  • Limitações funcionais apresentadas pelo paciente.

A partir desses dados, é possível definir se o tratamento por ondas de choque faz sentido para aquele caso e de que maneira ele poderá ser incorporado ao processo de reabilitação.

Ondas de choque para fasciopatia plantar

A dor na região plantar do pé é uma das situações que frequentemente levam pacientes a pesquisar sobre a terapia por ondas de choque.

Em casos persistentes de fasciopatia plantar, principalmente quando os sintomas continuam interferindo nas atividades apesar das medidas conservadoras adotadas, a terapia por ondas de choque pode ser considerada como uma das possibilidades de tratamento.

Ainda assim, é necessário avaliar fatores como tolerância à carga, rotina, atividade física, características dos sintomas e capacidade funcional.

Ou seja, tratar apenas o ponto doloroso não substitui uma análise completa do quadro.

Ondas de choque para tendinopatias

As tendinopatias também estão entre as condições estudadas em relação ao uso das ondas de choque.

Uma revisão sistemática com ensaios clínicos randomizados encontrou redução da dor associada à terapia por ondas de choque em diferentes tipos de tendinopatia, embora os resultados entre estudos apresentem variações e a escolha da abordagem deva considerar cada condição individualmente.

Para quem pratica atividade física, essa avaliação ganha ainda mais importância, porque é necessário compreender as demandas do esporte, o volume de treino, os movimentos envolvidos e a capacidade atual do paciente.

O objetivo é que o recurso faça parte de uma estratégia coerente de recuperação funcional, quando houver indicação.

Dor persistente precisa de investigação e estratégia

Quando uma dor continua voltando ou começa a limitar trabalho, exercícios, esporte ou atividades do dia a dia, insistir apenas em soluções pontuais pode não ser suficiente.

O primeiro passo é compreender o quadro.

No Instituto Fisiologic, o tratamento por ondas de choque é indicado após avaliação clínica, considerando os sintomas e as necessidades individuais do paciente. A clínica possui unidades em Santo André e São Caetano do Sul, atendendo pacientes do ABC que procuram tratamento para dores, lesões e limitações de movimento.

Está convivendo com uma dor persistente? Agende uma avaliação para entender a origem das suas limitações e verificar quais abordagens fazem sentido para o seu caso.